quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Dia do primeiro percurso da viagem

5 de dezembro de 2007

Tudo estava quase preparado. Como sempre, deixo alguns detalhes para o último momento possível. E, dessa vez, isso significava enfiar na mala os cosméticos, produtos de higiene e chinelo. Só levaria uma mala grande e minha mochila antiga companheira.

O vôo para São Paulo estava marcado para 10 da manhã em Confins. Como faço tudo em cima da hora, saí de casa às 8:00 para pegar um ônibus na rodoviária de Belo Horizonte com destino ao referido aeroporto. Meu amigo Alex, que tinha compromisos na Savassi na manhã daquele
dia, me levou até a rodoviária e depois seguiu viagem.

Chegamos à rodoviária às 8:15 e havia passagem para 8:30. Comprei e já desci para o embarque. Entretanto, o sorriso no rosto aos poucos foi murchando e as sobrancelhas franzindo. O motorista começava a andar de um lado para o outro e por fim dá a hora de sair e ninguém ainda embarca.

Fiquei xingando a mim mesmo questionando por que eu não havia comprado passagem para o ônibus executivo ao invés do convencional (R$ 15,75 contra R$ 6,75). Santa economia!

Dez minutos após o horário de embarque alguém da empresa, que parece ter sido acometido pelo espírito do apagão aéreo, vem explicar que houve um problema no ônibus e começa a perguntar quem tinha vôo marcado para as 10 horas.

Apressei-me em perguntar o que eles fariam e que eu não perderia aquele vôo nem a pau. Ele explicou que os "excelentes" mecânicos da empresa estavam trabalhando no
problema e que tudo se resolveria em um instante. Mais cinco minutos e nada.

Quando o funcionário reaparece, somos informados que os passageiros com vôos mais próximos daquele horário teriam condução de taxi. O sorriso voltou. Paguei míseros R$ 6,75 para ir de taxi do centro ao aeroporto do fim do mundo.

Mas alegria de pobre dura pouco mesmo. No minuto seguinte aparece um ônibus executivo da empresa e o funcionário diz que todos embarcaríamos nele. Dos males o menor.

Cheguei ao aeroporto às 9:40. Corri para o guichê da empresa. A funcionária me diz mais que instantaneamente "O senhor está atrasado, senhor. O senhor deve fazer o check-in imediatamente. Por aqui, senhor". E cortei fila! Isso é que é ser bem tratado.

A primeira coisa que ouvi depois disso foi meu nome no alto-falante: "Senhor André Luiz Araújo da Silva, seu embarque é solicitado imediatamente. Favor comparecer imediatamnte ao portão de embarque". Fui quase que correndo. Mal fui revistado, com todos me apressando.

Entrei no avião com todos olhando para mim. Não faltava mais ninguém.

E assim rumei para São Paulo.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Viagem nada muito organizada

Faltam 9 dias para eu embarcar para os Estados Unidos e uma triste realidade me aflige: muito pouco está preparado para a viagem. Pelo menos o mais importante de tudo está pronto, o visto americano.

Além do visto, tudo o que está pronto é o item vestimentas. A previsão deste fim de ano em Nova York é de neve, afinal, no final do outono da parte superior do hemisfério norte a temperatura provavelmente estará perto, ou abaixo ou pouco acima, do 0 ºC. Investi em um casaco com revestimento interno removível, luvas de couro, gorro, cachecol, meias grossas, botas de cano alto (mas esportivas) e as aprazíveis ceroulas. Sim, tive comprar ceroulas, pois o frio que espero (tomara que aconteça mesmo, devido ao investimento e ao desejo de ver neve) pede que minhas pernas tortas estejam muito bem revestidas.

A neve provavelmente será o maior atrativo da minha viagem. Como brasileiro nato e interiorano - não no sentido de roceiro (e não tenho nada contra eles), mas no sentido de ter nascido em uma região razoavelmente quente de um país tropical - vejo-me tentado a conhecer algo que só vejo em filmes, televisão ou fotos de outrem. E muita gente já me encomendou um pouquinho de neve para verem como é. Até voltar de Nova York tenho que pensar uma forma avançada para conseguir atender a esse pedido de amigos.

Outro atrativo é que, se o Papai Noel é mesmo daquele jeito consagrado pela Coca-cola - com barba grande, casaco vermelho pesado e botas -, vou ver uma versão um pouco mais autêntica dele. Todo fim de ano - excluindo minhas considerações de que o Natal acabou se tornando um evento mais comercial do que religioso - penso por que ninguém até hoje tropicalizou o bom velhinho.

Voltando ao quesito organização, nem as malas para colocar as coisas arrumei ainda. E a total falta de organização me levou à perda da oportunidade de adquirir dólares enquanto ainda estavam baratos - há 10 dias a moeda do Tio Sam era R$ 1,76; hoje ela está apenas uns míseros 10 centavos a mais, o que não é nada pouco, é só fazer as contas.

Mas minha maior preocupação no momento é a Aduana. Sou daquelas pessoas que não gosta de fazer picaretagem. Portanto, se eu fizer compras no exterior, ou venho com os US$ 500 aos quais tenho direito ou pago ao fisco. Eis o grande problema: quanto se paga ao "Leão".

Assim que chegar ao Aeroporto Internacional - o de Guarulhos, pois olhando o quadro de horários de Confins vemos apenas um ou outro vôo para a América do Sul - devo procurar algum agente da Receita para indagar sobre tal dúvida. Bandeira? Não, prudência. Assim, ao comprar algo nos Estados Unidos vejo o preço mais impostos para ver se compensa comprar. Quase tudo no exterior é mais barato que no Brasil, mas tenho que considerar os impostos.

Nos próximos dias buscarei acrescentar textos ao blog, tentando transformá-lo em um diário de bordo. Mas, como a viagem está "super organizada", não sei se terei internet disponível para atualizá-lo diariamente nos país da Nova Amsterdã ou Grande Maçã ou Cidade que Nunca Dorme ou Capital do Mundo; pode escolher o apelido.