5 de dezembro de 2007
Tudo estava quase preparado. Como sempre, deixo alguns detalhes para o último momento possível. E, dessa vez, isso significava enfiar na mala os cosméticos, produtos de higiene e chinelo. Só levaria uma mala grande e minha mochila antiga companheira.
O vôo para São Paulo estava marcado para 10 da manhã em Confins. Como faço tudo em cima da hora, saí de casa às 8:00 para pegar um ônibus na rodoviária de Belo Horizonte com destino ao referido aeroporto. Meu amigo Alex, que tinha compromisos na Savassi na manhã daquele
dia, me levou até a rodoviária e depois seguiu viagem.
Chegamos à rodoviária às 8:15 e havia passagem para 8:30. Comprei e já desci para o embarque. Entretanto, o sorriso no rosto aos poucos foi murchando e as sobrancelhas franzindo. O motorista começava a andar de um lado para o outro e por fim dá a hora de sair e ninguém ainda embarca.
Fiquei xingando a mim mesmo questionando por que eu não havia comprado passagem para o ônibus executivo ao invés do convencional (R$ 15,75 contra R$ 6,75). Santa economia!
Dez minutos após o horário de embarque alguém da empresa, que parece ter sido acometido pelo espírito do apagão aéreo, vem explicar que houve um problema no ônibus e começa a perguntar quem tinha vôo marcado para as 10 horas.
Apressei-me em perguntar o que eles fariam e que eu não perderia aquele vôo nem a pau. Ele explicou que os "excelentes" mecânicos da empresa estavam trabalhando no
problema e que tudo se resolveria em um instante. Mais cinco minutos e nada.
Quando o funcionário reaparece, somos informados que os passageiros com vôos mais próximos daquele horário teriam condução de taxi. O sorriso voltou. Paguei míseros R$ 6,75 para ir de taxi do centro ao aeroporto do fim do mundo.
Mas alegria de pobre dura pouco mesmo. No minuto seguinte aparece um ônibus executivo da empresa e o funcionário diz que todos embarcaríamos nele. Dos males o menor.
Cheguei ao aeroporto às 9:40. Corri para o guichê da empresa. A funcionária me diz mais que instantaneamente "O senhor está atrasado, senhor. O senhor deve fazer o check-in imediatamente. Por aqui, senhor". E cortei fila! Isso é que é ser bem tratado.
A primeira coisa que ouvi depois disso foi meu nome no alto-falante: "Senhor André Luiz Araújo da Silva, seu embarque é solicitado imediatamente. Favor comparecer imediatamnte ao portão de embarque". Fui quase que correndo. Mal fui revistado, com todos me apressando.
Entrei no avião com todos olhando para mim. Não faltava mais ninguém.
E assim rumei para São Paulo.
Tudo estava quase preparado. Como sempre, deixo alguns detalhes para o último momento possível. E, dessa vez, isso significava enfiar na mala os cosméticos, produtos de higiene e chinelo. Só levaria uma mala grande e minha mochila antiga companheira.
O vôo para São Paulo estava marcado para 10 da manhã em Confins. Como faço tudo em cima da hora, saí de casa às 8:00 para pegar um ônibus na rodoviária de Belo Horizonte com destino ao referido aeroporto. Meu amigo Alex, que tinha compromisos na Savassi na manhã daquele
dia, me levou até a rodoviária e depois seguiu viagem.
Chegamos à rodoviária às 8:15 e havia passagem para 8:30. Comprei e já desci para o embarque. Entretanto, o sorriso no rosto aos poucos foi murchando e as sobrancelhas franzindo. O motorista começava a andar de um lado para o outro e por fim dá a hora de sair e ninguém ainda embarca.
Fiquei xingando a mim mesmo questionando por que eu não havia comprado passagem para o ônibus executivo ao invés do convencional (R$ 15,75 contra R$ 6,75). Santa economia!
Dez minutos após o horário de embarque alguém da empresa, que parece ter sido acometido pelo espírito do apagão aéreo, vem explicar que houve um problema no ônibus e começa a perguntar quem tinha vôo marcado para as 10 horas.
Apressei-me em perguntar o que eles fariam e que eu não perderia aquele vôo nem a pau. Ele explicou que os "excelentes" mecânicos da empresa estavam trabalhando no
problema e que tudo se resolveria em um instante. Mais cinco minutos e nada.
Quando o funcionário reaparece, somos informados que os passageiros com vôos mais próximos daquele horário teriam condução de taxi. O sorriso voltou. Paguei míseros R$ 6,75 para ir de taxi do centro ao aeroporto do fim do mundo.
Mas alegria de pobre dura pouco mesmo. No minuto seguinte aparece um ônibus executivo da empresa e o funcionário diz que todos embarcaríamos nele. Dos males o menor.
Cheguei ao aeroporto às 9:40. Corri para o guichê da empresa. A funcionária me diz mais que instantaneamente "O senhor está atrasado, senhor. O senhor deve fazer o check-in imediatamente. Por aqui, senhor". E cortei fila! Isso é que é ser bem tratado.
A primeira coisa que ouvi depois disso foi meu nome no alto-falante: "Senhor André Luiz Araújo da Silva, seu embarque é solicitado imediatamente. Favor comparecer imediatamnte ao portão de embarque". Fui quase que correndo. Mal fui revistado, com todos me apressando.
Entrei no avião com todos olhando para mim. Não faltava mais ninguém.
E assim rumei para São Paulo.
